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2012/11/11

Chocolates Regina - A tradição genuina em formato familiar


É uma das marcas preferidas dos portugueses, e depois de ter passado por anos muito difíceis está de regresso com o sabor e qualidade de sempre. Os deliciosos chocolates de aromas de fruta são realmente diferenciadores na marca. E como prova disso, chegam os formatos familiares de 100g.
É caso para dizer que havia um ananás que só via chocolate à frente. Parabéns Regina.

2009/09/19

Não sejas ovelha, bebe B! groselha

Gosto especialmente deste anúncio se o enquadrarmos na pobreza de ideias que actualmente assola o espaço publicitário português e julgo mesmo que para o produto em questão é muito difícil fazer melhor. Se existir algum problema de rentabilidade neste produto, então basicamente podemos ter a certeza que isso se deve à “qualidade” do produto em si, pois as restantes variáveis do marketing-mix estão bastante bem trabalhadas.

2008/04/19

Sagres Mini - Rita Andrade

São vários os analistas e trendspotters que pregam que as sociedades actuais estão em constante mudança e as marcas têm que se reinventar constantemente. Creio que muitas vezes muda apenas a forma pouco o conceito. Este anúncio vem mostrar a importância da longevidade e da consistência do marketing mix numa perspectiva temporal. Vale a pena ver a Sagres a focar-se de novo nos atributos essenciais de uma commodity como a cerveja de entrada de gama

2007/11/04

Os anúncios nos anos 60 - Cognac Soberano

Inacreditável o poder do homem na sociedade há trinta anos atrás. E o prezado leitor pode pensar que isto é uma brincadeira. Mas não, prezado leitor, é a pura realidade espanhola que contagiava Portugal também.

2007/10/14

Buondi- Erros de Marketing-Mix


A Buondi, uma das principais marcas de café a operar no mercado português constitui um caso "agonizante" de incoerência no marketing-mix.
Para introduzir o leitor menos familiarizado, a Buondi é uma das quatro marcas da Nestlé na categoria de cafés torrados. Pretende-se um target de consumidores urbanos jovens que se enquadram na classe A e B, atentos às últimas tendências.
Para isso, a Buondi concretizou uma estratégia de comunicação que aposta no patrocínio do campeonato nacional de surf, em material promocional inovador com a comunicação do fashion, trendy.
Até aqui tudo bem, não fosse a desordem e a falta de selecção vigente na conquista do canal Horeca (Hotelaria, Restaurantes e Cafés). A Buondi não consegue transmitir nos estabelecimentos em que está presente, a imagem que comunica.
Há espaço para o target da Buondi ser conquistado, mas não é com uma política cega de negociação dos preços dos lotes de café.
A Buondi tem de recusar definitivamente todos os tascos, e caminhar para a elaboração de um pack que realmente constituia uma mais valia para o consumidor. Isso passa por controlar os espaços em que actua, com uma oferta superior de entretenimento (quiosques multimédia, wi-fi, plasmas, mobiliário best of breed). A Buondi não deveria ser um marca de café. Deveria ser uma marca de entretenimento.
As marcas de café ganham pelo preço
É lamentável como uma empresa tão reputada como a Nestlé, consegue ser tão ineficiente a gerir um negócio destes.

2007/07/16

Água Castello


A Castello é a água do whisky, a água da noite, do glamour, da moda etc. É tudo que a Frize não é. E ainda bem que assim é. Faz falta uma água que não dê vontade de rir. Que apenas dê vontade de sair, de ouvir Chet Baker num bar cheio de fumo.
Para ser sincero estou farto desta comunicação da Frize, prefiro o silêncio da confusão da noite.
Parabéns à Draft

2007/07/03

Compal - Uma falácia

Porque é que eu não consigo gostar desta marca?
É simples, esta marca era de propriedade estatal e durante décadas a fio (não entendo bem esta expressão), comercializava o famoso compal de alperce numa lata pequena (15 cl prai). Esta bebida para quem andou atento, era essencialmente consumida ao lanche nas vulgares pastelarias que para aí abundam. E imaginem qual era a concorrência directa do Compal de Alperce. Não, Não era o trinaranjus, era sim a Meia-de-Leite.
Sendo o mercado caracterizado pelos seus actores (empresas que concorrem entre si) achei então que nunca me poderia enquadrar em tão horrendo mercado.
O Compal se fosse fiel ao seu Image-Mix deveria comunicar imagens de gente obesa a carregar sacos de pão quente nas principais cidades do país e a passear cães rafeiros na companhia dos vizinhos, em vez de andar a comunicar saúde e natureza e bem estar.
Não gosto desta marca, porque não é consistente, é falsa. E não gosto do senhor responsável pela alteração da sua essência, o exmo dr. Pires de Lima.
Uma marca não é so ROE, é também símbolo de uma cultura. E a Compal representava a cultura boçal portuguesa

2007/06/24

MERC - LONDON


" You can't learn good taste, it is an hereditary thing" John Machado 2007

2007/06/21

Lightning Bolt


Express YourSurf. Esta marca não para de nos surpreender. Adoro cada vez mais. Se um dia estiverem chateados ou muito contentes vão até lá ver a nova colecção

2007/06/17

Tragabolas - Hipopótamos comilões

Aqui está um jogo da minha infância. E marcou-me, eu jogava de forma profissional. A queda dos jogos de tabuleiro foi tremenda, mas eu ainda sou da geração sem comandos e infravermelhos lol. Afinal vendo estes jogos não sei se sou exactamente da geração y. Devo ser médio. Se alguém com mais de 24 anos estiver interessado podemos combinar um jogo. Precisamos é de 4 jogadores. Ainda está à venda em Ludomecum. Inscrições para 936444685. O prémio é uma garrafa de Laranjina C.

2007/06/12

Stradivarius e Blanco - Hairdressers Paradise



A missão da Nike " To bring inspiration and innovation to every athlete in the world"
O prezado leitor ao ver esta missão e confrontado com as marcas acima e respectivas imagens pergunta-se e com toda a razão qual será a missão destas duas marcas que inundam shoppings.
Bom, foi também a minha pergunta. E ainda me questiono se consigo fazer uma missão positiva para estas marcas de acordo com os produtos que vendem.
Deixo uma possível missão " Despertar a cabeleireira que há em cada um de nós"
Podia ser, mas agradeço sugestões.

Triple Marfel - O oposto das associações positivas à marca



Andava já a algum tempo a tentar encontrar a marca perfeita que encarnasse um peculiar estilo de vida em Portugal. É um estilo de vida muito frequente nos dinossauros da função pública e que podemos designar, à falta de melhor, por "BUROCRATA"
O burocrata português é usualmente um indivíduo na classe etária dos 40-60, classe média/média baixa e que tem uma obsessão em coleccionar papelada, normalmente facturas e recibos nem que sejam de pingos do café junto a casa.
O burocrata é normalmente escravo dos relógios, tem a vida planeada ao segundo, às seis da tarde sai do seu trabalho com o jornal de notícias habilidosamente encaixado debaixo do braço. Ao jantar não perde o telejornal e quando tem filhos aproveita esse espaço de convívio para negociar mesadas (com os filhos se os tiver), para lançar recomendações de poupança como verificar se as torneiras estão bem fechadas ou dizer à mulher para cortar o cabelo em casa porque "fica mais em conta".
O burocrata compra electrodomésticos de marca branca e comenta com os amigos que o marketing é uma "vigarice" para nos obrigar a gastar dinheiro. Compra viaturas de marcas de gosto duvidoso (Kia, Mitsubishi, Nissan, Toyota, Renault,etc) porque o que interessa é a tão falada relação preço qualidade.
Mas há mais, o burocrata também tem tempos livres. Apesar de serem igualmente cronometrados, este típico funcionário que normalmente afirma "eu já trabalho nesta casa há mais de 30 anos", aproveita para folhear a revista "Proteste", limpar o carro até ao tutano, ir ao AKI para se apetrechar de material de bricolage que certamente evitará fazer obras de fundo na casa, e assim regressa para um jantar de fim de semana mais tranquilo já regado a vinho "terras d'el Rey", um verdadeiro gourmet que ele não abdica.
E sendo esta uma raça ainda abundante neste país, a Triple Marfel o que fez e bem? Começou a desenhar vestuário adequado a esta gente cinzenta e pirosa. E que bem que o fez porque sem qualquer política de marketing agressiva consegue manter fiéis os seus clientes. Aliás estou convencido que se desatasse ai em grandes acções de comunicação seria o seu fim, porque o burocrata não gosta de dar nas vistas, gosta de viver a sua vida pequenina embrulhado nas misérias do dia-a-dia

2007/06/04

A associação da Marca ao país de origem

É uma questão já antiga esta da associação da marca ao seu país de origem trazer benefícios ou não. Um estudo recente da Anderson Analytics veio trazer um pouco mais de "insight" para este tema.
Nas classes etárias mais jovens (até 18 anos), conclui-se que a associação da marca ao país de origem é manifestamente baixa, e este não é um factor ponderado na altura da decisão de compra. Vários factores explicam estes resultados, mas o principal é o facto de esta geração já ter nascido numa sociedade globalizada em que as fronteiras geográficas estão muito mais esbatidas. Por outro lado existe nesta geração falta de "consumer experience" o que também contribui para esta menor percepção ou até alheamento.
Interessante também é o facto de que esta associação ao país de origem funciona melhor em algumas categorias de produto do que outras. O estudo realça a comparação em produtos tecnológicos (onde a origem é mais irrelevante) e os bens de luxo, onde a correcta associação ao país de origem capitaliza a imagem de marca (ex: Hermés e Lexus)

2007/05/29

Delta Office. Bom Café Bom Trabalho

O Delta Office é uma aposta forte da marca, e assim a diferenciação é feita com a criação de uma novo identity e mesmo no distanciamento da comunicação com a criação de um site próprio com forte vertente de marketing relacional e emocional com o sempre genial nuno markl mais uma vez a dar a cara pela marca. Vale a pena ver os vídeos do site. Deixo aqui a versão não aprovada do spot de TV

2007/05/27

MateriaPrima - A especialização alternativa


Para os grandes apreciadores das novas tendências musicais, especialmente as mais alternativas na "cena" electrónica existe um pequeno paraíso no Porto. Está situada na rua artística Miguel Bombarda no Edifício Artes em Partes e está lá um velho colega de faculdade que por sinal é um expert na matéria. Perguntem pelo João Zorn.
Dub, Dubstep, Tecno minimal, electro, electroclash, triphop, Acid Jazz, Experimental, synth pop e outros estilos de dificil acesso estão lá presentes e com uma actualização constante.
Além disso ainda está associada à organização de eventos usualmente nos novos bares alternativos portuenses (passos manuel, maus hábitos etc)
Felizmente para os apreciadores de boa música existem estes espaços de profunda especialização.
Visitem o site, e vejam o resto.

2007/05/26

A Marca Portugal

Construir uma "marca" de um país não é o mesmo que construir uma marca de um produto. Leslie de Chernatony na sua pesquisa sobre a construção estratégica de uma marca alerta-nos para uma realidade muito importante. Antes de mais é preciso que a organização e os seus stakeholders percebam e adiram à visão e valores da marca, porque são eles os maiores representantes da marca para os vários públicos.


E Portugal ainda se encontra num estágio anterior a este, porque antes de mais precisa de "convencer" os seus cidadãos (stakeholders) que Portugal é um país do qual nos devemos orgulhar com potencialidades e principalmente que pode superar os nossos parceiros europeus em vários sectores.


Podemos ver vários exemplos pelo mundo, mas dois exemplos que citaria por nos serem mais próximos quer em termos económicos quer culturais, são sem dúvida a Espanha e o Brasil que ganharam força externa através da força interna (da protecção e valorização do que é feito lá dentro).


E como é que se ganha esta força interna? É um trabalho extenso mas que passa sobretudo por aumentar a auto-estima de ser português, e acabar com o "lá fora é que é".


Sendo a televisão um meio priveligiado de passar mensagens então uma das sugestões é sem dúvida dar menos tempo de antena a estas personagens, que apenas servem para nos envergonhar, e para fazer rir do ridículo.


Quem é que gosta de ter um chefe incompetente? Os líderes devem promover as boas práticas e não as piores.


Esta discussão do que deve ser a marca Portugal tem episódios engraçados, nomeadamente aqueles protagonizados por um senhor chamado Carlos Coelho que dá bitaites sobre tudo que fale de "marca". Mas ele esquece-se que não estamos a falar de detergentes ou de Compal Fresh e o Identity mix é capaz de ser o menos relevante.

2007/05/25

Cerveja Cintra: Porque Falhou?



Talvez estivesse condenada a fracassar em Portugal devido à má imagem do seu fundador em Portugal, o Sr. Sousa Cintra. Mas uma análise mais racional do caso diz-nos que esta estratégia fracassou apenas na implementação do marketing-mix em duas variáveis, a distribuição e a comunicação.
Como mandam os livros, a Cintra fez estudos de mercado, percebeu que havia espaço para outra marca de cerveja para enfrentar os imperadores (Unicer e Centralcer), pensou a localização com vista a tornar mais eficiente a distribuição e desenvolveu uma estratégia de diferenciação muito apoiada no produto com a extensão de gama a uma cerveja preta (a Mulata).
Duas coisas fundamentais faltaram: a Cintra esqueceu-se que em bens de baixo envolvimento a comunicação é preponderante para criar notoriedade e afecto pela marca. Numa categoria onde o consumidor responde maioritariamente a estímulos sensoriais, e ainda por cima é constantemente "bombardeado" por publicidade das duas grandes marcas, tornava-se imperioso na construção da marca um forte investimento de comunicação.
Aliado a isso, falhou também a penetração no mercado de consumo imediato (vulgo horeca). Não acredito que esta falha possa ter sido apenas por falta de posição competitiva (preço). Acredito sim, que a marca não foi mais longe por falta de portfolio complementar, nomeadamente águas e refrigerantes.
Assim, a Cintra acabou e Portugal continua à mercê destes dois gigantes. Bom, só gostava de ver qual o efeito destas últimas extensões de gama da Superbock em países com maior concorrência.

2007/05/22

Fred Perry - Reposicionamento

Criada pelo multicampeão de ténis na década de trinta (Frederick John Perry), esta marca era reconhecida pela sua associação ao desporto nomeadamente o ténis com os seus polos semelhantes aos da Lacoste. No entanto, principalmente a partir da década de 70, a marca começa a posicionar-se para atingir subculturas urbanas trendy na Inglaterra (país de origem). Assim a marca é particularmente apreciada por modernistas, casual e mesmo skinheads.
No mercado nacional é uma marca com uma afirmação cada vez mais fashion com linhas retro e simples que tem atraido igualmente teenagers e jovens com estilo de vida predominantemente urbano apreciadores de arte e últimas tendências.
Destaque para a enorme popularidade do logo (um loureiro inspirado no símbolo de Wimbledon) que é uma constante em qualquer peça.
Se quiserem, gentilmente vos contarei onde podem adquirir esta marca. Ou então perguntem ao Bill Murray.

2007/05/17

Lacie - "We mix design and technology"



Uma marca que sabe bem o que é exceder as expectativas do cliente. Desde 1992, A Lacie procura associar a tecnologia ao design e assim trabalha em colaboração com os mais prestigiados escritórios de design: Porsche Design, Philippe Starck, Ziba Design, Karim Kashid, Ora-Ito entre outros.
Assim foi possível criar uma associação unica muito diferenciadora e a Lacie sabe bem como a explorar.

2007/05/15

FLYLONDON - Your style is in your feet

Porque é que tantas marcas de texteis e calçado em Portugal vão à falência? Todos esses empresários deviam visitar esta empresa. Portugal tem de apostar na qualidade e fundamentalmente na diferenciação para assim "escapar" à guerra de preços onde inevitavelmente somos mais fracos.
A FlyLondon percebeu isso e muito mais. Percebeu que hoje em dia não basta ter produtos, é necessário associar-se a um estilo de vida. O exemplo mais evidente é o nome centrado no receptor e no benefício que este pode ter. Fly (mosca, voar) traz energia vitalidade, superioridade e London associado ao urbano, trendy, cosmopolita.
Uma marca que com potencial de alargar o seu conceito a outras categorias de produto dado a sua reputação na "cabeça" dos consumidores